Vereador Dankar pede informações sobre logística reversa de medicamentos no município

por victor.farias — publicado 21/05/2019 18h14, última modificação 21/05/2019 18h14

“Precisamos saber como é feito o descarte no município dos medicamentos que estão vencidos”. A fala é do vereador Mamed Dankar (PT), durante sessão na Câmara de Rio Branco, na terça-feira, 21, ao relatar que enviou a Secretaria Municipal de Saúde um requerimento solicitando informações acerca de como é feita a coleta dos medicamentos vencidos, bem como do material hospitalar.

“Esse é um material que precisa ter um recolhimento adequado, ou seja, um contrato específico. Para ser ter uma ideia, não pode nem ser jogado na Utre ou em qualquer outro ambiente que não seja aquele designado. Precisa ser incinerado. Logística reversa já acontece com as baterias de celular e outros produtos mais, mas no que diz respeito aos medicamentos, ninguém sabe como é feito. E é exatamente isso que estamos querendo saber”, disse.

O debate entrou em pauta desde que o parlamentar iniciou a implementação do programa Farmácia Solidária, de sua autoria, na qual favorece a população de baixa renda através da coleta, organização, formação de estoque e distribuição gratuita de remédios.

“Já iniciamos a coleta dos medicamentos. Temos um farmacêutico fazendo a triagem e os remédios que não estão aptos ao uso teremos que descartar. Mas a pergunta é: como? Por isso busco informações da Secretaria. Não seremos irresponsáveis de descarta em lixo comum. Estou no aguardo da resposta.”

O parlamentar frisou também sobre a realização da Operação Verão, da prefeitura de Rio Branco, na Zona Rural. Na oportunidade, ele salientou que até o momento não havia recebido o cronograma.

“Temos conhecimento de que a operação vai se estender na Zona Rural, porém, não recebi o cronograma da prefeitura. Tenho recebido ligações dos Polos. As pessoas estão querendo saber quando vai começar. Mandei uma mensagem ao secretário, mas ainda não obtive resposta”.

Acrescentou: “Essas pessoas trabalham com produto que tem data de validade. São produtos perecíveis. A péssima qualidade nos ramais acaba por trazer prejuízos a esses produtores, pois não conseguem em determinados dias escoar a produção. Muito embora a maioria dos moradores esteja concentrada na Zona Urbana, não podemos deixar de dar a devida importância a quem mora do lado de lá. São pessoas que também contribuem com a economia do município”, finalizou Dankar.