Vereador Luz diz que Prefeitura é responsável por crise no sistema de transporte público

por Victor Augusto Farias publicado 11/12/2019 11h02, última modificação 11/12/2019 11h02

O vereador João Marcos Luz (MDB) usou a tribuna da Câmara Municipal nesta quarta-feira, 11 de dezembro, para afirmar que a Prefeitura de Rio Branco é responsável pela crise no sistema de transporte público urbano coletivo de Rio Branco. O emedebista alertou a gestão municipal para que não aconteça uma paralisação por completo.

"Ontem eu trouxe para o Plenário o que estava acontecendo com o sistema de transporte público. O sistema pode parar se nada for feito pelo Poder Público. São 80 mil pessoas que precisam diariamente usar os ônibus para se deslocarem, e são mais de mil trabalhadores neste setor. Os trabalhadores do transporte vão manter o manifesto se não tiverem garantias de receber o 13° salário e podem paralisar por completo o sistema. É um tema que tem que entrar na Ordem do Dia desta Casa. Ações precisam ser tomadas de imediato pela Prefeitura. Este assunto merece uma ação imediata. Uma das reclamações é de que a Prefeitura não está conseguindo cumprir o contrato com as empresas. A gestão municipal não está interferindo com clandestinos que embarcam passageiros livremente. Isso vem causando prejuízo enorme às empresas, o que afeta nos impostos, no salário dos funcionários e na qualidade do serviço", destacou.

Luz demonstrou preocupação com o fato da Prefeitura estar omissa com a grave situação e, mais uma vez, o vereador sugeriu alternativas para contornar a crise.

"O manifesto vai continuar porque a Prefeitura não se interessou em receber os trabalhadores, o Sindcol e o Sinttpac. Somente a empresa Via Verde recebe os repasses. A Floresta não recebe porque tem um débito. O que a Prefeitura faz é confiscar. As empresas pediram que a Prefeitura deixasse de receber as outorgas somente neste mês de dezembro para que recebam os 90 centavos das passagens dos estudantes e, desta forma, poderão pagar o 13° salário dos funcionários. A gestão municipal não respondeu o ofício. Estamos vivendo um momento difícil, pois os clandestinos invadiram o setor. A nova planilha chega a 4,70. Ninguém é favorável ao aumento, mas houve perdas que precisam ser corrigidas. E todo mundo tem que pagar imposto. Há várias formas da Prefeitura ajudar. Não estou acreditando que não vão fazer nada para impedir a greve. É necessário que a Prefeitura faça intervenção positiva para que os trabalhadores e usuários não sejam prejudicados com uma possível paralisação no sistema de transporte coletivo. É preciso ouvir os empresários do setor para chegar a um consenso a fim de manter a frota rodando, com qualidade e segurança", finalizou João Marcos Luz.

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