Vereador Eduardo Farias reforça a necessidade de ampliar o debate sobre a mobilidade urbana

por Victor Augusto Farias publicado 12/12/2019 09h47, última modificação 12/12/2019 09h47

O vereador Eduardo Farias (PCdoB), em pronunciamento na sessão de quarta-feira, 11, na Câmara de Rio Branco, comentou sobre as denúncias dos funcionários das empresas de transporte coletivo que, de acordo com eles, correm o risco de não receberem o 13º salário. O parlamentar ressalta que conversou com o presidente do Sindpac., Marinho e teve ciência de que a situação é grave.

"Me associo ao vereador João Marcos em relação aos funcionários das empresas de transporte coletivo. Estive conversando com o Marinho e ele me colocou um cenário muito complicado. Tentei fazer contato com os representantes do Sindicol, porém não obtive resposta. Mas, sem dúvidas é uma situação que este parlamento precisar dar a devida atenção". E acrescentou: "O fato é que os trabalhadores estão com dificuldade de receber o 13º. Pelo que percebi, não existe perspectiva disso acontecer. As empresas já cogitam até em parcelar os valores tendo em vista a dificuldade em pagar. É ruim para os servidores que já contam com esses valores no final de ano".

Diante das denúncias, Farias pontua que o momento é propício para se debater sobre os modais de transporte público. 

"Óbvio que as empresas usam essa situação para fazer pressão a fim de que se aumente a tarifa de ônibus. Não é esse o caso, mas isso acontece. Devemos aproveitar esse momento, essa dificuldade apresentada pelas empresas de transporte público para dar início a uma grande debate com relação aos modais de transporte de nosso Estado. Já venho acompanhando o que vem acontecendo em nossa capital há certo tempo. É fato que chegada dos aplicativos mudaram a realidade do transporte em Rio Branco. Prejudicou o Sistema de Transporte? Sim! É preciso que esses empresário busquem uma forma de se adequar a essa nova realidade. Cabe a eles, já que estão presos em um sistema rígido, buscar uma forma de resolver a questão", falou.

O vereador frisa que é mais vantagem para o usuário usar aplicativos de transporte, tendo em vista a dinâmica e comodidade. Nesse sentido, de acordo com Farias, a qualidade do serviço ofertado pelas empresas deve ser observado.  "É mais vantagem para o usuário de transporte público pagar R$ 10 em um Uber do que R$ 4,80 em um coletivo. A dinâmica é muito maior.  O que quero dizer é que temos um problema sistêmico no sistema de transporte da Capital, por isso realizamos aquele seminário. O objetivo era debater de forma geral a mobilidade urbana de Rio Branco, do Estado. E isso perpassa também no transporte coletivo. E é nesse poto que os donos das empresas entram. Precisamos ouvi-los também". 

Para Farias, o Estado caminha para o estrangulamento do Sistema de Transporte Coletivo. "De fato a carga de tributo é pesada, mas isso não os exime de ofertar um serviço de qualidade ao usuário, muito menos deixar de pagar salários. reforço a necessidade de se ampliar o debate. Estamos chegando a uma situação crítica, caminhando para o estrangulamento do Sistema de Transporte Coletivo da Capital. Temos que nos antecipar ao desastre. Essa questão sistêmica nos nossos modais de transporte é uma realidade, dessa forma, ou debatemos isso agora, ou mais tarde estaremos vivendo um caos. A exemplo disso temos a cidade de Porto velho. Enquanto vereadores, representantes do povo, temos obrigação de nos debruçar sobre esse debate", finalizou.

 

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