"Uma truculência desnecessária", diz Arnaldo Barros sobre desapropriação no Terra Prometida

por Marcela Jansen publicado 16/08/2023 13h56, última modificação 16/08/2023 13h56

 

"Uma truculência desnecessária, tinha até atirador de elite, parecia uma guerra. O governo estava lidando com famílias e não com bandidos". A frase é do vereador Arnaldo Barros ao mencionar a reintegração de posse de terras públicas pertencentes ao Estado. Cerca de 500 famílias ocupam três hectares de uma área invadida no bairro Irineu Serra, em Rio Branco, o Terra Prometida.

"O que falta nesse governo é uma política de moradia, não temos projetos habitacionais por parte do governo do Estado. Quantas casa o governador Gladson Cameli mandou construir desde que assumiu o governo do Estado?, questionou. E acrescentou: "Sonhos ali foram destruídos. Não sou a favor de invasões, mas também não sou favorável a essa truculência ocorrida. Que se construam moradias as essas pessoas, isso o governo tem condições de fazer, mas não faz", falou.

Na ocasião, o vereador relembrou que na capital acreana mais de 40 mil pessoas desempregadas, precisando, dessa forma, de acordo com ele, da ajuda do poder público.

"Em todo o Estado são mais de 200 mil desempregados. Muita gente sem emprego e, consequentemente, sem moradia. Esse governo deu a palavra a essas famílias que seriam contempladas com uma casa e o que vimos nessa semana foi à destruição de sonhos. Para onde essas pessoas vão agora?".

Por fim, o parlamentar questionou a força policial na ação de desapropriação. "Todo um aparato para lidar com famílias. Por que não usam toda essa estrutura para combater a criminalidade na Capital, no Estado? Nossos bairros estão tomados pelas facções, uma insegurança enorme em todo o Acre, e todo esse policiamento sendo usado com pessoas de bem", finalizou.