CPI do Transporte ouve presidente do Sindcol e o presidente da Associação de Moradores de Rio Branco

por Lucivania Marques publicado 06/10/2021 10h15, última modificação 06/10/2021 10h21

Na terceira sessão da CPI que investiga o transporte público de Rio Branco, os vereadores ouviram o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindcol), Aluízio Abade, que também é administrador e procurador das empresas Viação São Judas Tadeu e Via Verde, que operam na Capital, e o presidente da União de Moradores das Associações de Rio Branco (Umarb), Jorge Wendeson Vieira Cavalcante.

Questionado pelo relato da Comissão, vereador Adaiton Cruz (PSB) sobre o cenário atual do transporte público e o que afetou o sistema, o presidente do Sindcol respondeu que a capital já vivenciou bons momentos no transporte público, porém culpou a pandemia e a concorrência de outros modais de transporte  que ocuparam a capital.

 “infelizmente a pandemia afetou, juntamente com o surgimento de novas alternativas de transportes como Uber e táxi compartilhado, uma concorrência desonesta, já que é um transporte que não paga imposto e trouxe esta decadência para o sistema”, disse.

A presidente da CPI, vereadora Michelle Melo (PDT) perguntou se aporte destinado pela prefeitura no valor de R$ 2,4 milhões seria suficiente para sanar os débitos com os funcionários, em resposta, Abade disse que seria suficiente mas que não daria para pagar os encargos e que também  considerava o projeto “perigoso”

“Hoje é a solução que temos para sanar o problema do trabalhador que é devido as empresas terem sido prejudicadas devido á pandemia, com a queda de passageiros, agora pagar uma dívida por causa da pandemia e deixar de receber daqui para frente, preocupa também o futuro. Eu acho perigoso antecipar receita e depois ficar sem ela.”, disse Abade aos vereadores.

Ainda em sua fala, Abade também relatou que o transporte coletivo não oferecia lucros, porém não poderia romper o contrato pelo compromisso com os trabalhadores.

Já o presidente da União das Associações de Moradores de Rio Branco (Umarb), Jorge Wendeson Vieira Cavalcante atribuiu a culpa à gestão.

 “Nós culpamos a gestão tanto atual quanto passada pelo mau serviço. Por que as empresa de ônibus não são substituídas? É essa é a pergunta que fazemos. Porque essas empresas nunca são penalizadas?” Na gestão passada tínhamos reuniões nas regionais onde era decidido se retirava ou permaneciam linhas, nesta gestão isso não acontece. A gestão do Aluísio foi uma decepção total”, desabafou.

Adicionar Comentário

Você pode adicionar um comentário preenchendo o formulário a seguir. Campo de texto simples. Endereços web e e-mail são transformados em links clicáveis.