Câmara repudia ação irresponsável do gabinete militar da prefeitura contra trabalhadores da Zeladoria e cobra respeito a Tião Bocalom
A pauta da sessão desta terça-feira (16) não podia ter outro tema a não ser o episódio ocorrido na manhã da segunda-feira em frente à sede da Zeladoria de Rio Branco, onde os trabalhadores que reivindicavam salários atrasados foram confrontados com o uso de spray de pimenta e cassetetes por parte da Tropa de Choque do Batalhão de Operações da Policia Militara mando do gabinete militar da prefeitura de Rio Branco.
Os vereadores inscritos usaram o grande expediente para repudiar a ação e cobrar mais respeito aos trabalhadores por parte do prefeito Tião Bocalom.
O primeiro a discursar foi o pedetista Fábio Araújo, que apresentou cópias dos contratos e dos Termos de Referência juntamente com o parecer jurídico da Procuradoria do Município a respeito da prestação de serviço das empresas terceirizadas da Zeladoria da Cidade. ”Eu trago informações do processo que contradizem os gestores da Zeladoria. O termo de referência é bem claro, pedindo a alocação de 106 pessoas para trabalhar. Por mais que falem em metro quadrado, ele estabelece o quantitativo de pessoas.”, disse o pedetista.
Lene Petecão (PSD) Fez um pedido de desculpas aos servidores e alegou a falta de habilidade nos dois lados, tanto na gestão da prefeitura como os donos das empresas “Eu começo a minha fala pedindo desculpas a esses terceirizados que foram impedidos de usar a única arma que tem, a própria voz. Os donos dessas empresas, junto com a Prefeitura, precisam resolver, porque a corda só arrebenta do lado mais fraco”.
O vereador Ismael Machado (PSDB) pediu sensibilidade com os trabalhadores e suas famílias e pediu aos pares a aprovação de uma Moção de Repúdio e questionou; “É essa a gestão Humanizada que o senhor prefeito prometeu?
Em aparte, o vereador do PSB, Raimundo Neném disse que a gestão está perdida e que até o momento não houve entendimento entre a Zeladoria e as empresas terceirizadas “O que a gente vê é uma gestão perdida, erros em cima de erros e o trabalhador que só quer receber o seu salário é agredido desta forma”
O vereador Raimundo Castro (PSDB) ratificou as falas de seus pares e questionou o secretário Joab Lira, “Se ele não sabe fazer gestão, porque não pede apoio?”
O emedebista Célio Gadelha lamentou o ocorrido e disse que essa situação poderia ter sido evitada “Como o próprio secretário falou que já sabia que isso iria acontecer, por que não evitou? Isso podia ter sido evitado se tivéssemos uma gestão compromissada e competente”
Francisco Piaba (Democratas) parabenizou todos os vereadores pelo posicionamento e disse “Não acho Natural uma situação dessa acontecer, natural é pagar em dia, o povo está ali atrás do pão para alimentar suas famílias”
Rutênio Sá (PP) demonstrou preocupação sobre a reversão à prefeitura, dos serviços de saneamento, e ao mesmo tempo pontuou as dificuldades, no momento, para aprovação da propositura, visto as ingerências praticadas pelo Executivo Municipal “Vai ser muito difícil analisarmos essa reversão, pois acredito que a falta da confiança no que vai ser melhor para a população e para os servidores irá predominar”
O progressista Samir Bestene concluiu a fala no grande expediente afirmando que a culpa não poder ser depositada somente na prefeitura e que é necessário focar em soluções “Nós não podemos ficar presos nas cenas de ontem, foi muito triste o que aconteceu com os trabalhadores, mas é necessário focar em um bom senso, em um dialogo para resolver a situação de quem mais precisa. Se for para o MP averiguar que assim faça, vamos cobrar de quem é a responsabilidade e lutar para que isso não se repita”