Dr Jakson Ramos reitera importância de programas sociais e faz novo alerta sobre cortes na educação
por victor.farias
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publicado
22/05/2019 12h12,
última modificação
22/05/2019 12h12
O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Jakson Ramos, falou nesta terça-feira, 21, durante sessão ordinária, a respeito do legado dos governos Lula e Dilma, com ênfase no setor educacional.
Durante sua fala, Ramos expôs o questionamento de amigos em relação ao apoio recebido nacional e internacionalmente pelo ex-presidente Lula mesmo estando preso, citando as inúmeras conquistas alcançadas. “Acho que [o apoio] é pelos programas lançados em seu governo quando [Lula] era Presidente da República, como FIES, Pronatec, ProUni, Ciência sem Fronteiras, Mais Médicos, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Cisternas no sertão, Luz para Todos, Transposição do Rio São Francisco, Reativação do Transporte Ferroviário, Ferrovia Norte-Sul, Ferrovia Transnordestina, aumento do salário mínimo acima da inflação, Água para Todos, Brasil Sorridente, Pronaf, Programa Brasil Sem Miséria, Bolsa Atleta, Bolsa Estiagem, Bolsa Verde, Bolsa-escola (...) e dezenas de outros programas sociais que correm o risco de desaparecer deixando milhares de famílias à mercê da própria sorte", destacou Ramos.
“Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais a população vem apoiando o presidente Lula nessa sua condenação arbitrária, sem provas, e que vem agora trabalhando contra o presidente Bolsonaro com todos esses desmandos”, pontuou o vereador.
A colocação se deu em razão das últimas medidas adotadas pelo governo Bolsonaro que afetam diretamente as novas gerações e não excluem a necessidade de debate, ainda que à nível municipal, visto que as crianças e jovens riobranquenses também são diretamente afetados com as trágicas medidas.
Entenda
Os cortes de recursos anunciados pelo atual governo passam por setores fundamentais da educação básica e ensino superior.
Para se ter ideia, no programa de apoio à infraestrutura de escolas do ensino básico, foram congelados R$ 273,3 milhões, cerca de 30% do total destinado. A verba é usada na manutenção, reforma e mobiliário das unidades escolares. Outros R$ 132,6 milhões alocados para apoiar essa etapa escolar também foram congelados.
Nas creches e pré-escolas foram congelados R$ 15 milhões do programa de manutenção da educação infantil (15,7% do total programado). Em outra ação para implantação dessas escolas, a perda foi de R$ 6 milhões (20% do total). A alfabetização de jovens e adultos também entrou na mira do MEC, com corte de R$ 14 milhões dos R$ 34 milhões previstos no orçamento. Um programa específico que promovia qualificação profissional entre esse público também sofreu corte, de 25% do total de R$ 40 milhões.
Nas universidades o corte atingiu 63 universidades e 30 institutos federais de ensino. No total, considerando todas as universidades, o corte é de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (discricionários - água, luz, limpeza, terceirizados).