Samir Bestene cobra resposta sobre transporte coletivo e alerta para fim de contrato emergencial
O vereador Samir Bestene utilizou o Grande Expediente da Câmara Municipal de Rio Branco para cobrar uma resposta concreta do Poder Público sobre a situação do transporte coletivo da capital. Segundo o parlamentar, a precariedade do serviço tem sido uma das principais reclamações da população, tanto na zona urbana quanto na zona rural, mesmo durante o período de recesso legislativo.
Samir destacou que, ao longo dos últimos anos, a Câmara aprovou uma série de medidas para garantir investimentos no sistema, incluindo subsídios, autorizações de financiamento e o programa Profrota. De acordo com ele, somente em subsídios, os repasses já se aproximam de R$ 150 milhões. “A Câmara fez a sua parte. Aprovamos subsídios, empréstimos e programas para modernização da frota. A pergunta que a população faz hoje é onde estão os resultados desses investimentos”, afirmou.
O vereador demonstrou preocupação com o encerramento do contrato emergencial do transporte coletivo, previsto para os próximos dias, e defendeu que a Comissão de Transportes e a Mesa Diretora da Casa intensifiquem a cobrança junto à RBTrans e ao Executivo Municipal. Para Samir, é fundamental que haja transparência sobre a renovação do contrato ou sobre alternativas que garantam a continuidade do serviço com melhorias efetivas para os usuários.
Outro ponto abordado foi a situação dos trabalhadores do transporte coletivo. Samir mencionou relatos de atrasos salariais, dificuldades no pagamento de benefícios e insegurança no exercício da função. “Não é aceitável que trabalhadores que lidam diariamente com a responsabilidade de transportar vidas enfrentem instabilidade e falta de garantias”, ressaltou.
Além disso, o parlamentar questionou a ausência de uma consulta pública para permitir que novas empresas possam participar do processo emergencial. Segundo ele, ampliar a concorrência pode ser um caminho para melhorar a qualidade do serviço prestado à população. “Chegamos a um limite. O cidadão não pode continuar sendo penalizado por um sistema que não apresenta avanços concretos”, concluiu.