{"provider_url": "https://www.riobranco.ac.leg.br", "title": "Pol\u00edtica p\u00fablica no combate a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 debatida na C\u00e2mara de Vereadores", "html": "<p>\u00a0</p>\r\n<p>Atendendo a requerimento da vereadora Lene Petec\u00e3o, a C\u00e2mara Municipal de Rio Branco realizou na ter\u00e7a-feira, 25, uma Tribuna Popular no qual debateu os impactos socioambientais na sa\u00fade da mulher negra. Na oportunidade, a Casa Legislativa recebeu a coordenadora-geral, bem como a diretora de finan\u00e7as da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha e Amine Carvalho, respectivamente.</p>\r\n<p>Ao destacar a import\u00e2ncia do debate, a vereadora Lene Petec\u00e3o falou sobre o fortalecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas para combater a viol\u00eancia contra as mulheres.</p>\r\n<p>\u201cAlmerinda foi muito objetiva quando citou que essa foi objetiva cultura do \u00f3dio nos atinge todos os dias. Diariamente vemos not\u00edcias de mulheres que foram assassinadas, estupradas, violentadas, mandadas embora de casa, enfim. Quando uma mu8lher se levanta e comelar a trabalhar, incomoda a um homem\u201d, disse a vereador ao pontuar ainda que 53% da capital acreana s\u00e3o compostas por mulheres e que apesar dessa margem as pol\u00edticas p\u00fablicas ainda s\u00e3o insuficientes. \u00a0\u201cN\u00e3o humilhamos por pol\u00edticas p\u00fablicas e isso \u00e9 inadmiss\u00edvel dada \u00e0 gravidade da situa\u00e7\u00e3o\u201d, falou.</p>\r\n<p>A coordenadora-geral da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha, destacou a uni\u00e3o das mulheres no combate a viol\u00eancia de g\u00eanero.</p>\r\n<p>\u201cMulheres negras, brancas, ind\u00edgenas, mulheres com defici\u00eancia, mulheres analfabetas, mulheres sem documento, todas unidas para nos defendermos do machismo, da viol\u00eancia e do patriarcado. Vivemos em uma sociedade adoecida e essa cultura do \u00f3dio, da viol\u00eancia, esse racismo s\u00e3o doen\u00e7as sociais que provocam morte e isso precisa ser sanado\u201d, disse ela.</p>\r\n<p>E acrescentou: \u201cFomos criados nessa cultura de que quem manda \u00e9 o homem, e que a mulher tem que ser submissa, obediente, caseira, est\u00e1 errado esse pensamento. A mulher \u00e9 cidad\u00e3 tal qual o homem e deve ser produtiva no mercado de trabalho, nas rela\u00e7\u00f5es familiares, sociedade. Essa humilha\u00e7\u00e3o traz a objetifica\u00e7\u00e3o do corpo da mulher, ent\u00e3o, muitas vezes os homens se sentem donos e qual ela n\u00e3o quer mais, matam. Eles n\u00e3o t\u00eam o direito de fazer isso\u201d, pontuou.</p>\r\n<p>Almerinda ressaltou a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o das leis. \u201cExistem leis que garantem os direitos das mulheres e que n\u00e3o s\u00e3o cumpridas. A prefeitura, por exemplo, teria que ter uma Secretaria da Mulher, Casa de Abrigo, ou seja, pol\u00edticas efetivadas e, infelizmente, n\u00e3o tem\u201d. Disse mais: \u201cessa fragilidade econ\u00f4mica das mulheres as faz depender e muito do companheiro. Se ela tivesse sua forma de ganhar dinheiro, seu sustento, n\u00e3o teria tanta depend\u00eancia e quando visse que estava em zona de risco, teria condi\u00e7\u00e3o de se defender melhor\u201d, complementou.</p>\r\n<p>A professora Amine de Carvalho endossou a fala da colega de associa\u00e7\u00e3o. Ela ressaltou a preocupa\u00e7\u00e3o com as gera\u00e7\u00f5es futuras dentro da cultura do \u00f3dio. \u201cMe preocupa muito isso, pois, hoje, vivemos tempos ruins com a propaga\u00e7\u00e3o dessa cultura de \u00f3dio. Infelizmente, se n\u00e3o fizermos nada agora a tend\u00eancia \u00e9 piorar. Precisamos nos levantar e acabar com esse exterm\u00ednio de mulheres (...) estamos a merc\u00ea de pol\u00edticas que n\u00e3o est\u00e3o sendo realizadas no munic\u00edpio. Enquanto representantes do povo, pe\u00e7o aos senhores que tenham um olhar diferenciado para as pol\u00edticas publicas voltadas as mulheres\u201d, falou.</p>\r\n<p>A vereadora Elzinha Mendon\u00e7a, que tamb\u00e9m \u00e9 Comiss\u00e3o de Mulheres da C\u00e2mara de Rio Branco, pontuou sobre combater a cultura do \u00f3dio e tamb\u00e9m pediu o fortalecimento das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas a combater a viol\u00eancia contra as mulheres.</p>\r\n<p>\u201cConhe\u00e7o a luta da Almerinda, da Amine e da vereadora Lene. Desde o meu outro mandato que venho na luta, no combate e defesa de pol\u00edticas voltadas \u00e0s mulheres. Mas, \u00e9 como a Almerinda disse, acaba se tornando um discurso vazio quando n\u00e3o se materializa as a\u00e7\u00f5es. N\u00e3o d\u00e1 para ficar somente com discurso na tribuna de um parlamento, com cartilhas, mas precisamos que realmente haja pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas que possam de fato combater esse mal terr\u00edvel que tem exterminado as mulheres. N\u00e3o podemos parar, precisamos ser incans\u00e1veis nessa luta, no combate a viol\u00eancia contra as mulheres\u201d, frisou Mendon\u00e7a.</p>\r\n<p>Por fim o vereador Hildegard Pascoal se colocou a disposi\u00e7\u00e3o para ampliar o debate. \u201cDevemos respeitar os desejos das mulheres. Se \u00e9 trabalhar fora, temos que aceitar. Se \u00e9 cuidar dos filhos, tamb\u00e9m. Minha m\u00e3e \u00e9 professora, mas decidiu cuidar do marido e filhos e hoje est\u00e1 realizada com sal decis\u00e3o. N\u00e3o podemos abaixar a cabe\u00e7a para criminalidade, temos que lutar. Coloco-me a disposi\u00e7\u00e3o dessa luta e amplia\u00e7\u00e3o desse debate t\u00e3o importante\u201d, finalizou.</p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.riobranco.ac.leg.br/author/marcela.jansen", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal de Rio Branco", "type": "rich"}